A qualidade do serviço é hoje uma variável fundamental quando falamos sobre a exclusão digital. O bom funcionamento das redes deve ser garantido para os usuários, mas também em relação aos aplicativos e serviços que as pessoas utilizam. Isso também é mensurável e é o que a Ookla está explorando, que não se limita a medir a velocidade de uma conexão, mas sim a aprofundar as análises que ela gera.
Lourenço Lanfranchi, Senior Sales Director para Latam na Ookla, falou ao TeleSemana.com sobre essa inteligência no MWC2025. Ele disse que “não se trata mais apenas de fornecer cobertura de serviço, mas de conseguir entender melhor a experiência para melhorar os serviços e a inclusão digital, como na América Latina”.
Essa ampliação da visão sobre o estado da conectividade também envolverá a avaliação de serviços fora do fornecimento de conectividade em si, como os da Netflix, Amazon, Google e outros, que são importantes para os usuários. “Informações sobre qualidade de rede, experiência de serviço e falhas de rede são geradas juntas para entender como as redes estão funcionando”, acrescentou Lanfranchi.
Essa ampliação das medições, com mais informações e estudos adicionais, também poderia estar disponível para as operadoras, “como quando elas começam a perder usuários e não entendem o porquê. Você pode monitorar e saber se a saída para o Google ou outro serviço está OK ou não. E que diferença há com a competição”, acrescentou.
Todas essas informações, que agora estarão à disposição das operadoras para cuidar de seus clientes e conquistar novos, permitirão outras ações por parte das operadoras, “porque às vezes é uma questão de questões internas, e outras vezes é uma questão de problemas com os aplicativos que os usuários estão tentando acessar”, explicou Lanfranchi.
A entrevista completa pode ser vista no vídeo abaixo.