5G e Transformação Digital 2017 – SESSÕES

5G e Transformação Digital 2017

SESSÕES ON DEMAND

tude

Eduardo Tude
Presidente
Teleco

Tendências e impactos da transformação digital das operadoras de telecom

A sociedade passa por um processo de transformação digital com a disrupção de mercados e modelos de negócios de empresas tradicionais.  Uber e Airbnb são exemplos deste processo.

Este processo atinge também as operadoras de telecom e envolve a transformação digital de suas redes, de seus modelos de negócios e de sua força de trabalho. 5G está desenvolvida para suportar este novo contexto.

Esta apresentação mostrará como este processo está ocorrendo em algumas das principais operadoras do mundo e analisará as tendências e impactos destas transformações nas operadoras brasileiras.

Renato Botto

 Renato Botto
Consultor de Telecomunicações de Comarch

Como melhorar os fatores de negócios relacionados à Transformação Digital

As expectativas dos consumidores de serviços de telecomunicações mudaram, e algumas operadoras já estão fazendo esforços para atender a essa demanda, para dar maior satisfação ao cliente, já que as pessoas exigem agora uma experiência digital completa.

Na verdade, as operadoras de Telecom que investem na transformação digital estão conseguindo melhores resultados do que seus concorrentes na satisfação do cliente e no aumento de base.

O Provedor de Serviços quer aumentar a receita através da criação de novos fluxos com monetização de dados; quer dar a maior satisfação ao cliente; quer promover uma taxa de churn mais baixa com uma melhor proteção à receita e maior disponibilidade de serviços.

Além disso, o Provedor quer reduzir o Capex com a otimização da rede; quer reduzir o investimento em sistemas de suporte ao cliente e operações; quer reduzir o Opex, aumentando sua eficiência operacional, diminuindo a carga de trabalho interna.

Finalmente, o Provedor quer desenvolver negócios com capacidades analíticas para novos casos de uso e insights de negócios; Construir redes auto organizadas; estar pronto para a IoT; e quer criar todas essas competências internamente, aumentando o valor da sua marca, sendo então um Provedor de Serviços Digitais.

Compreenda os pontos mais importantes a ter em mente quando priorizar as mudanças. O que pode fazer rapidamente essa diferença? Seja um agente de transformação digital em seu provedor.

Existe uma consciência hoje que se deve procurar novos modelos de negócios, assim como tantos startups já estão fazendo – eles estão preenchendo o espaço digital, simplesmente porque pode atender rápida e diretamente as necessidades dos consumidores atuais.

O consumidor passou a ocupar o centro da economia digital, e, portanto, atender e superar suas expectativas tem que ser a mais alta prioridade estratégica de qualquer provedor. No caso das empresas de telecomunicações, compreender esse comportamento e estar preparado é crucial; oferecendo serviços rápidos e mais baratos — e estar sempre disponível. Isso só se torna verdadeiro quando a infraestrutura do provedor foi digitalmente transformada.

fERNANDO MOULIN

Fernando Moulin
Diretor de Experiência Digital de Telefonica/ Vivo

O novo mundo digital em que viveremos com a chegada do 5G

A velocidade da transformação provocada pelas novas tecnologias jamais foi tão acelerada, na história da humanidade. E com o advento próximo das redes 5G, as possibilidades de conexão entre grupos sociais e dos objetos com a internet se intensificarão em escala exponencialmente maior.

Saiba como a Telefonica|Vivo está se preparando rapidamente para liderar mais esta revolução digital.

Roberto Medeiros

Roberto Medeiros
Diretor Sênior de Desenvolvimento de Produtos de Qualcomm

Acelerando em Direção ao 5G

O 5G, mais do que a nova geração das comunicações sem fio, será uma enorme plataforma de inovação para atender as necessidades do presente e aquelas que ainda estão por surgir. O 5G terá um papel muito maior do que as gerações anteriores em redefinir indústrias, permitir novos tipos de uso e criar valor em toda a cadeia produtiva. Os esforços de padronização no 3GPP estão acelerados na definição do 5G NR (New Radio) que será o padrão global para o 5G, possibilitando lançamentos comerciais já em 2019. Enquanto isso o padrão LTE segue sua evolução, cumprindo o papel de pilar essencial para o que se espera do 5G.

Nesta apresentação entenda como a Qualcomm tem atuado desde a padronização, passando pelo desenvolvimento de produtos para comercialização em larga escala em todas as frequências identificadas para o 5G, até o apoio para importante provas de campo que abrem caminho para implantação em larga escala do 5G. É o investimento contínuo e o esforço colaborativo fazendo do futuro uma realidade cada vez mais próxima.

Leonardo Loureiro

Leonardo Loureiro
Consultor de Arquitetura Digital de Oi

Transformação Digital: uma metamorfose ambulante

A transformação digital não é apenas uma tendência ou moda, é uma necessidade. Empresas que não se adaptarem ao mundo digital estão com os dias contatos, temos exemplos clássicos (Kodak, Yahoo) de gigantes e líderes de seus setores que não souberam adaptar-se as mudanças e passaram por grandes apuros. Na era do cliente, o consumidor está mais exigente, com mais conhecimento e mais influente do que nunca, as empresas que não conhecerem seus clientes e público alvo serão esquecidas. A mudança constante é uma verdade, novos produtos, serviços e tecnologias alteram diariamente as necessidades e desejos dos clientes e a forma de trabalho, estar apto a aceitar as mudanças e reagir rápido é necessário para se manter na vanguarda e na mente dos clientes.

Mas como fazer a transformação digital? O primeiro passo é a cultura, a mentalidade e atitude de uma empresa digital é diferente de uma empresa tradicional, e o principal fator para alterar a cultura não são ferramentas ou processos, mas sim pessoas, a chave para qualquer transformação.

A palestra vai abordar as estratégias e mudança de cultura necessárias para transformação digital e comentar os próximos passos (Big Data, Internet of Things, Smart Cities, Over the Top Services) que uma empresa de telecomunicações deve seguir para se preparar para o futuro.

Marcio Zara

Márcio Zara
Diretor de Vendas de NetCracker Technology

Transformação das Operadoras em Provedoras de Serviços Digitais

A velocidade tecnológica vem impactando o mundo e a vidas das pessoas, que conectam cada vez mais dispositivos e se tornam dependentes desse mundo digital. Sem contar o comportamento do usuário que antes usava a Internet apenas para navegar e mandar e-mails, agora passa a maior parte do tempo em redes sociais, acessando conteúdos na nuvem, como vídeo e música.

Marcio Zara irá mostrar como as Operadoras de Comunicação vâm se adequando e se modernizando para competir nesse mercado, agora também explorado pelas empresas de conteúdo e serviços “Over the Top”.

carina

Carina Gonçalves
Analista de indústria de Transformação Digital de Frost & Sullivan

O imperativo da Transformação Digital – Implicações para as Telcos na América Latina

Nos últimos anos, um grande número de operadoras estabeleceram unidades dedicadas de negócios digitais para aproveitar as oportunidades de serviços digitais decorrentes da mudança de estilo de vida e necessidades do consumidor. Espera-se que isso crie novos fluxos de receita e ajude a compensar o declínio/estagnação das receitas tradicionais. Mas qual é o estado da transformação digital na América Latina para as operadoras?

Atualmente as operadoras estão investindo em Cloud, Big Data e segurança, além de conectividade, com o objetivo de se tornar uma empresa de telecomunicações digital. O portfólio amplo, o alcance das vendas e a capilaridade de rede são os diferenciais das operadoras para capturar a oportunidade digital. Como resultado, as operadoras estão deixando de vender conectividade para fornecer serviços de dados.

Os principais elementos da transformação digital atualmente trabalhados pelas operadoras são auto, Agile IT e soluções por verticais. As operadoras já começaram a lançar canais alternativos 100% digitais para iniciar a jornada de autoatendimento, mas ainda precisam melhorar a experiência de uso. Para alcançar a transformação digital, os recursos físicos, virtuais e lógicos da operadora também precisam ser gerenciados. As redes tradicionais e o NFV precisam de orquestração em relação ao sistemas BSS e OSS. Além disso, os elementos multivendor físicos e virtuais das telcos precisam de interoperabilidade. As operadoras na América Latina ainda estão iniciando a jornada, mas a simplificação da estrutura e o NFV/SDN estão na agenda das maiores telcos. As operadoras ainda estão buscando oportunidades para fornecer novos serviços e soluções de negócios para verticais, com soluções customizadas conforme demanda de cada setor.

Luiz Fernando Bourdot

Luiz Fernando Bourdot
Diretor de Evolução Tecnológica de Rede de Claro

O caminho para o 5G – Evolução ou Revolução

A introdução da quinta geração de telefonia móvel representa um desafio para os operadores em uma escala muito maior e muito mais abrangente do que as gerações anteriores. De fato, admitidamente pode ser a primeira geração na qual não faça mais sentido falar em “de telefonia”, para então ser uma infraestrutura de serviços digitais, habilitadora de uma grande variedade de aplicações e modelos de negócio.

Muito mais que uma evolução da interface de rádio, o 5G traz consigo a convergência de teia complexa de novos paradigmas. São concepções de arquiteturas de rede e de sistemas que, embora tenham surgido de forma independente, ao longo do tempo tem se combinado de forma poderosa e são a base para a transformação de operador de serviços de telecomunicações em um Digital Service Provider.

Vamos elencar aqui quais são os principais elementos com que deve trabalhar o operador nesta transformação e avaliar os seus impactos, riscos e oportunidades. Uma estratégia bem-sucedida irá resultar em uma infraestrutura de alto desempenho e capacidade que por sua vez demanda níveis de automação e flexibilidade muito superiores ao que se tem obtido até então.

Janilson

Janilson Bezerra
Innovation & Business Development de TIM Brasil

5G – Uma transformação

O 4G já mostrou para o que veio… trazendo qualidade e uma experiência diferenciada no uso da Internet móvel. Hoje, todos nós sabemos o valor de uma baixa latência! E o papel do 4G será duradouro, atuando como alicerce na construção do 5G. Mas o que precisamos entender melhor é que o 5G não é apenas uma nova rede de acesso… o 5G é uma transformação.

Mais do que a próxima geração de infraestruturas móveis, o 5G está emergindo para ser nada menos do que o sistema nervoso da nova sociedade digital e econômica. Muito além do incremento de banda, eficiência espectral, melhorias de latência e uma nova plataforma geral para conectividade (fixa e móvel), o 5G pode servir como fonte de uma transformação sistêmica, tecno-socioeconômico com impacto profundo no nosso dia-a-dia.

as devemos ter em mente, que existem obstáculos significativos a serem superados no caminho para a realização da ambiciosa visão 5G: humanos, máquinas, robôs, drones e arquiteturas de software de execução e comunicação altamente flexíveis, programáveis e quase totalmente automatizadas. Em áreas cruciais, como a inovação na segurança cibernética, o desenvolvimento de padrões para interfaces abertas e a reforma regulatória para modelos de negócios sustentáveis, há um trabalho substancial a ser feito para libertar o potencial do 5G e a transformação tecno-socioeconômica que promete.  E é sobre essas discussões e reflexões que gostaríamos de compartilhar com vocês.

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Ari Lopes
Analista Sênior de Ovum Americas

Entendendo 5G – a Realildade de Mercado, Alternativas e Hype

A próxima geração de tecnologia móvel difere significativamente dos padrões móveis anteriores. Ao invés de ser projetado para resolver um problema específico, o 5G terá a capacidade de lidar com uma ampla gama de casos de uso. Esses casos de uso se beneficiarão e, em alguns casos, serão limitados pela ampla gama de espectro em que o 5G pode operar. Essa é outra maneira pela qual 5G é diferente dos padrões móveis mais antigos: funcionará tanto acima quanto abaixo da faixa de 6GHz .

O que 5G significa para as gerações anteriores? O destino de 2G e 3G realmente tem pouco a ver com 5G. Os investimentos 2G e 3G estão mais relacionados com o estado da LTE. As decisões das operadoras devem ser impulsionadas por considerações de base de clientes existentes, custos de dispositivos, assinantes em M2M e em 2G e mix de tráfego de voz e dados.

Atenção com o hype em torno de 5G

IoT está sendo posicionado como o principal aplicativo 5G, mas os modelos de negócios da IoT ainda precisam de muito trabalho para provar serem sustentáveis, e então justificar investimentos em 5G.

MmWave têm limitações reais: não são boas para cobertura e mais suscetíveis a interferências do que as bandas de espectro usadas hoje em redes móveis. A cobertura limitada dificulta o uso para o IoT e a banda larga móvel aprimorada fora das áreas muito limitadas.

As redes iniciais de mmWave usarão 5G como descarregamento de rede para 4G. A princípio, as primeiras redes 5G serão construídas para capacidade, e não para cobertura.

As primeiras redes 5G precisarão de small cells, que ainda são difíceis e dispendiosas de implantar.

Com o NB-IoT e o LTE-Advanced Pro que impulsionam o desempenho LTE para aplicações IoT e banda larga móvel a 1Gbps, respectivamente, a necessidade de 5G em bandas de espectro inferior (sub-3.5GHz) será limitada.